Há momentos em que andamos distraídos com as ocupações da
vida, outras um bocado frios pelas circunstâncias que são várias. No entanto,
uma coisa ou outra, nos distanciam da adoração. Algo imprescindível para nos
mantermos vivos, renovados, e ligados no propósito.
Adoração nada mais é, do que ter zelo extravagante pela boa,
perfeita e agradável, vontade de Deus. É obedecer a todo e qualquer custo.
Aprendermos a ser frios para nossos desejos, e exclusivos para o que vem do
alto. É ter junto de ti, algumas pedrinhas como pó de areia a
incomodar, a arranhar. Calcário, minerais, nos veios e recônditos das nossas
cavernas emocionais, detetadas ali, fazendo-nos desconfortáveis; em sinal de
alerta, de que algo está invadindo nosso egoísmo e comodismo, para nos fazer
preciosos.
Não é algo fácil, nem que possa ser realizado de maneira a fingir
dedicação. É uma luta diária, a esmurrar o desejo próprio, não de maneira
alienada, mas de maneira inteligente e sábia, tendo a certeza de escolher
coisas mais excelentes. É pulsão de vida, é infringir a lei do livre-arbítrio,
sabendo que ela está lá, mas abdicando dela, tornando meu ego como escória, e
refugo, e optando em obter a excelência do conhecimento e da sabedoria. É
preciso ter coragem, força; a senhora fraqueza não ousaria tamanho empenho.
Um mistério que ao homem natural, distraído, parece loucura;
mas para os que estão dentro desse turbilhão de ventos soprantes, chamas
fumegantes, é poder de Deus. Não ouse senhora incerteza, falta de fé, não ouse
conhecer, o sublime mistério da ousadia.
Então mãos á obra, apenas entre para seu quarto, feche a
porta, comece a adorar, mesmo que no início haja apenas silêncio e cansaço. Apenas comece, adore,
e terá em cada fase da vida, uma pedra, com um novo
nome. “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: Ao que vencer
darei eu a comer do maná escondido, e dar-lhe-ei uma pedra branca, e na pedra
um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.” Apocalipse 2:17