quarta-feira, 21 de maio de 2014

Nossas batalhas




Glória ao nosso Deus que nos transportou do império das trevas para o reino do filho do seu amor. E quando a Bíblia diz: transportou-nos para o reino é porque realmente Ele nos traz á luz o momento, tempos e estações em que vivemos. Dia desse eu estava junto a um grupo de oração, e o Espírito Santo e fogo foi derramado de maneira gloriosa, a presença do Espírito Santo em reuniões como essas é para renovar e fortalecer o espírito do homem e mulher de Deus. Mas quando Ele nos revela o profundo e escondido aí podemos observar se Ele peleja aquela causa ou não, ou Ele nos convence do pecado, da justiça e do juízo, e leva o homem ao arrependimento, ou Ele mostra que está naquela peleja.
E em certo momento orávamos em línguas, um pentecostes.No grupo havia três colunas, mulheres de intercessão, autoridade espiritual. Interessante que quando reúnem pessoas cheias do Espírito Santo, e com autoridade, estes não se sentem ameaçados de perder o destaque, de perder o domínio, visto que o domínio pertence somente a Jesus. Pois descobri que se um homem, ou mulher de Deus que sente ameaça de perder o domínio do grupo em que lidera, ou ministério, por ciúme ou pura obsessão de poder de influência, não sendo Deus esse homem, ou mulher, se torna então deus, pois passam a adorar o seu próprio ventre, seus umbigos, mesmo que de forma inconsciente competem com a honra e a glória de Deus. Devemos então ser cautelosos, vigiar os sentimentos e o coração, porque esse é desesperadamente corrupto.
Num certo momento em que todos estavam mesmo tomados pelo pentecostes de Deus, eu sentia o Espírito Santo gritando: multidões, multidões, multidões...
E sentia um exército formidável, com bandeiras, armaduras; algo tão impactante que só ao ver nos passava a certeza da vitória. Isso me transportou á aquela passagem: “E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.”  Apocalipse 6:2
Era um exército como a Bíblia diz com capitães de milhares, de cem, de cinquenta.
Divididos em unidades, organizações militares, mas de tão formidáveis passava a impressão de poder, de invencibilidade.
Vi também uma armadura escura, de um metal forjado, na verdade uma couraça e um capacete, impecáveis, sem defeito, algo também que ao contemplar, já nos inspira a força,  e o poder e a certeza de que esse exército é mais que vencedor.
Uma visão indescritível, que por mais que me esforçasse não poderia descrever com palavras, pois a linguagem do Espírito sobrepõe ás palavras, pois Ele mesmo imprime em nosso espírito, a visão, como Ele fez comigo naquela noite. Eu não consegui saber a que se referia essa batalha, se seria por mim, ou pelo grupo, ou pelo seu povo, todo o seu povo. Mas pude sentir que o Espírito ao gritar multidões, multidões, multidões, queria dizer que: “Ele é poderoso pra fazer, infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, segundo o seu poder que opera em nós.”
 (Adap. Efésios 3 20)
“Multidões, multidões no vale da decisão; porque o dia do Senhor está perto, no vale da decisão.” Joel 3:14
E mais Ele me levava naquela passagem em que diz:
“E ele disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.
E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.”  2 Reis 6:16-17

E as vezes o Senhor não nos revela o motivo da visão como foi dessa vez, mas uma coisa eu tive certeza, que precisava testemunhar dela, pois a palavra nos diz: “Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo.” 1 João 4:4

quarta-feira, 30 de abril de 2014

"...recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.” Romanos 8:15



Enquanto pessoas dentro das igrejas estão procurando pessoas perfeitas, Jesus está procurando verdadeiros adoradores.
Para trazer essa palavra para luz o porta voz do Senhor normalmente passa por provas de fogo, ele está longe de ser perfeito, mas como a palavra nos diz, não somos perfeitos, e Ele não está preocupado com nossa perfeição, mas está preocupado com o que flui no nosso coração, preocupado com nossa dependência Nele.
Como na história de Jacó quando fugia do seu irmão Esaú no deserto clamou ao Senhor que Ele fosse com ele na jornada que intentava fazer, deitou sua cabeça numa pedra. Na verdade ele repousou sua cabeça na rocha, na palavra e fidelidade de Deus, e teve um sonho, o sonho de Jacó foi assim: Ele viu os céus aberto e viu uma escada, os anjos subiam e desciam.
Enquanto íntimos do Espírito Santo Ele sempre nos coloca para meditar em sua palavra, e enquanto fazia coisas corriqueiras, passando por provas de fogo Ele numa singeleza, num fluir tranquilo de águas mansas, veio até o meu coração e me fez meditar que a visão de Jacó não foi ele subindo a escada, subindo degraus de sucesso, paz, ou outra benção qualquer; mas a visão de Jacó foi que ele via os anjos e subindo e descendo, subiam e desciam para servi-lo, para orientá-lo, para ministrarem em serviço a Jacó. Mas mais interessante é que essa visão de Jacó foi quando ele ainda tinha o nome de usurpador, ele acabara de usurpar o direito de primogenitura do seu irmão e fugia de medo do irmão, pois estava jurado de morte. E para quem conhece essa história, e já leu, sabe que depois Jacó passou por muitas lutas, provas de fogo, foi também enganado pelo sogro, este mudou seu salário por muitas vezes, o explorou, tudo isso serviu para Deus ir forjando o caráter de Jacó. Até que um dia Jacó lutou com o próprio Deus, e durante uma noite inteira. Nessa luta aí sim, o Senhor mudou o nome de Jacó para Israel e disse:pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.   Gênesis 32:28
Na caminhada do deserto, muitos vão ainda alcançar o momento em que vão lutar com Deus, e este, se deleitando no valente guerreiro, que lutaste e prevaleceste  mesmo nas adversidades; este Deus justo e fiel que é Rei num reino chamado Misericórdia vai mudar o nome de muitos valentes de guerra. Este valente vai receber um novo nome, um nome que muda todas as circunstâncias, muda todo o panorama de vida do guerreiro. Ao invés de ter nome de usurpador terá nome de príncipe e princesa do reino sempiterno.
Assim como Maria Madalena que de pecadora alcançou um amor tão grande pelo seu Senhor, o amou muito, e esse amor fluiu tanto que mais do que o unguento no pote de alabastro, mais precioso que esse unguento foi a unção de amor que passou a habitar seu coração, e ela nos pés de Jesus quebrantou, quebrou seu coração como o pote de alabastro, e se derramou.
Derramou o fluir de amor, de gratidão, de fidelidade e subserviência ao Senhor.
E que todos que passam por perseguições, que enfrentam grandes batalhas com principados, potestades, rejeições no meio do corpo, da igreja, também possam  quebrar seus potes de alabastro, possam derramar o fluir de amor, o fluir de adoração, uma adoração extravagante pelo seu amado, o amado de nossa alma.
E que eu possa me derramar em adoração ao amado da minha alma, da nossa alma!
E como crianças no reino possamos clamar no Espírito, nos libertar do espírito de orfandade, de abandono, de rejeição e nos unir no Espírito de adoção e clamarmos Aba Pai! Porque não recebemos espírito de escravidão, mas recebemos um Espírito de libertação, de autoridade Nele.
“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.”  Romanos 8:15
Te amo Pai! Te amo Jesus! Te amo Espírito Santo! Seja muito bem vindo no nosso meio! Pois o Senhor continua buscando não pessoas perfeitas, mas verdadeiras em sua adoração! Aba Pai!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A Vida como ela é,,,


Essa madrugada tive uma experiência com Deus muito interessante, eu orei e consultava o Senhor de qual é mesmo o propósito Dele na minha vida, e como num enigma eu sonhei que estava olhando de uma janela, via o bairro onde cresci, via que a casa onde morava foi indenizada pela prefeitura e passava por uma reforma muito profunda, importante e para melhor, muito melhor.
Enquanto olhava da janela, ouvia uma canção (Criaturas da Noite – Flávio Venturini) , uma canção que ouvi muito nas rodas de violão da família e amigos, e percebi que a canção falava de alguém que esperava por um viajante á noite e que esse viajante ansiava pelos raios de sol, pois isso significava a chegada.
Eu percebi que o Espírito de Deus me envolveu com uma riqueza cultural do povo mineiro, as cores de Minas,os sons de Minas; cresci desenvolvendo a sensibilidade própria dessas montanhas das bandas de cá. Que recebi toda uma bagagem das minhas origens. Um povo hospitaleiro, amigo, que vivem rodeados pelas montanhas, mas nem por isso ficam limitados pelas fronteiras, porque seus sonhos têm asas e os fazem voar.Então percebi que o Espírito Santo me dizia: Que essas origens passaram por uma reforma profunda, intensa, e para melhor; mas consigo reconhecê-las muito bem na minha vida e que agora viajo e vou para um destino determinado por Deus, ultrapassando fronteiras, mas nem por isso sem estar na janela contemplando essas ricas origens, com transformações, mas como um alicerce para o que vem pela frente.
Hoje percebo que pelo Espírito de Deus que me envolveu com laços de amor tenho sensibilidade para reconhecer meu começo,minhas origens, mas tenho com isso coragem para viver tudo que Ele nos dá de melhor, e humildade para reconhecer que tudo vem das mãos Dele, e coração grato para glorificar sempre o nome Dele.

 
 # bySilvane Viana

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

“... nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar.” Provérbios 24:17




Muitos já ouviram sobre a história da mulher que foi pega em flagrante adultério, os homens daquela época a pegaram e a arrastaram-na para levá-la até Jesus, sabemos também que antes dessa se aproximar dele, ele já estava escrevendo uma nova história para ela, mesmo que seja na areia, mas Ele determinava uma nova história de amor extravagante a Ele por parte dela, uma nova história de transformação, restauração e quebra de maldição.
 Não que aqueles homens tivessem preocupados com a ordem no reino, mas estavam na verdade com seus corações contaminados com a malícia, queriam na verdade condenar tanto a mulher, quanto pegarem Jesus blasfemando contra a lei de Moisés. Isso por inveja, porque se sentiam ameaçados pela autoridade do mestre. Eles na verdade não zelavam pela obediência, pois tinham coração impenitente; não se preocupavam em demonstrar amor nem pela mulher, nem por Jesus e muito menos pelas coisas de Deus. Estavam na verdade desejando condenar a mulher e a Jesus, talvez isso os fizesse sentir melhores e mais santos.
Porque bem sabemos que um cristão genuíno ao invés de condenar, ele mesmo sabe que também pode cair. Ele então prefere na verdade silenciar diante daquele que pode tanto matar o corpo e a alma.
E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.Mateus 10:28
 O Cristão genuíno então tão somente ora para seu irmão e irmã que se encontra caído e clama para que ele também não caia em tentação.
“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.” 1 Coríntios 10:12
Mas para aquela mulher o que ela estava vivendo era uma mudança de vida, e ainda que Jesus estivesse escrevendo na areia, ainda que pudesse vir ás ondas da tribulação, as muitas águas do tormento e da dificuldade, ainda que as letras escritas no chão, na areia, pudessem ser apagadas por essas ondas em maré alta, aquela nova história ia se cumprir, pois elas estavam sendo gravadas nas regiões celestes, estavam sendo seladas no céu.
Muitas vezes nas histórias não vimos Jesus descansar, relaxar, muito menos relaxar brincando de escrever na areia, na verdade Ele estava ali, não esperando os delatores, porque esses Ele abomina, pois para esses Ele manda tirar a trave dos olhos, mas Jesus estava ali exatamente naquele momento esperando a mulher se aproximar dele.
E a transformação na vida daquela mulher não ocorreu não porque se envergonhou do seu pecado, pois com esses ela convivia durante algum tempo; mas houve transformação em sua vida, quando essa pode contemplar os olhos de Jesus, olhos de amor, de misericórdia e graça. E essa mulher aprendeu naquele dia uma lição, talvez fosse “O” dia de vergonha para ela, mas ela aprendeu que mesmo o homem caído, mesmo que as pessoas digam não, ainda que sejam pessoas com poder delegado pelos homens como eram os fariseus e saduceus, ela aprendeu que Jesus já espera cada um de nós, ainda que caídos, Ele nos espera escrevendo na areia, na areia porque se pudéssemos contar os grãos de areia, assim poderíamos mensurar o tamanho do amor de Deus pela humanidade.
Então meu irmão e minha irmã, não se desanimem o seu coração, tão somente creia que Ele é bom, os homens são falhos, mas Deus é bom e é amor! E sê tu uma benção! Levanta porque o cair é do homem, mas o levantar é de Deus e Ele é quem cinge nossos lombos de força.

  



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

"...diga o fraco: Eu sou forte." Joel 3:10




Houve um tempo em minha vida que eu acreditava que pessoas não podiam matar espiritualmente outras pessoas, pois acreditava que a responsabilidade é pessoal; mas hoje já repenso este meu conceito, pois sabemos que muitas vezes as feridas vêm não de espadas afiadas como nas guerras medievais, ou armas de fogo, mas de espadas afiadas que saem da boca, da maldade, da corrupção humana, da inveja, da competição. Maledicência, difamação e dissensões.
 Há uns meses atrás tive uma visão, o Espírito me levou a uma exposição de artes em um shopping, eu via pedaços de pessoas em exposição, pessoas mutiladas, e em meio a esses pedaços, havia transplantes de partes vivas do corpo em meio a partes mortas. Uma pessoa andava com autoridade por porões desse lugar, abrindo portas, entrando em vários lugares ali, e abrindo a boca com autoridade, na época não entendi,  mas no momento da visão o Espírito me falou na passagem do vale dos ossos secos (Ezequiel 37), mas mesmo assim não entendi, e desse tempo pra cá Ele veio me trazendo algumas peças para eu concluir minha experiência.
E então comecei a trilhar uma caminhada num deserto sequíssimo, algo que jamais tinha acontecido, tive experiências como a de Pedro em que ele pereceu nas ondas e vagas, afundando, sentindo a presença do leviatã, o monstro marinho, um cirandar de morte. Eu sentia o que Pedro sentiu quando afundando, via o vulto do barco em que ele esteve tão seguro, o vulto do homem de branco em pé nesse barco, apenas esperando o clamor, o grito de socorro, ajuda-me Senhor! E quantas vezes não estamos nesses momentos em que vimos cirandar literalmente a morte, e Jesus de pé ali apenas esperando o nosso clamor.
Passei também pelo momento em que estava num cativeiro na Babilônia como Ezequiel, em que estava ali nas margens do rio, ele naturalmente era um adolescente de dezoito anos em que esperava chegar o tempo em que seria ungido sacerdote no templo em Jerusalém, finalmente serviria o Senhor com autoridade de sacerdote. Mas de repente o que veio foi que ele se viu entre os cativos na Babilônia. Quando ele esperava o seu momento de glória e honra de servir com propriedade o Altíssimo, se viu então em meio aos cativos, quem sabe até indo enfileirados com os grilhões  nas mãos e nos pés. A humilhação é tamanha que chega ao ponto do próprio Deus dizer a um homem que se encontra de forma natural á beira de um rio, e o Espírito o manda se colocar de pé e assim, tão somente assim, de pé. E não caído pelo desânimo, pelas lutas e frustrações.
“E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo.
Então entrou em mim o Espírito, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.”  Ezequiel 2:1-2
Vejo que nessa passagem apenas quando o Espírito entrou de forma impetuosa  é que Ezequiel  esteve em pé, mas em pé aqui espiritualmente, com dignidade, sendo tratado como homem á imagem e semelhança do Todo-poderoso.
         Igualmente quando Deus fala com Jó em meio a um redemoinho e diz que ele cingisse os lombos, ou seja, passe os cintos, as cordas pelas cinturas, os cintos os quais amarram e prendem suas vestes em ti, as vestes que escondem a vergonha, a nudez e a fragilidade do homem. Vejo aí um simbolismo, como que o Eterno dizendo á criatura, se põe de pé sobre sua coluna vertebral, os ossos de sustentação do corpo, se coloque no seu centro de gravidade, posição em que nos erguemos de cabeça em pé. Onde precisamos força para ter nosso corpo sustentado sobre os pés. Só quem já perdeu essas forças, de ficar de pé literalmente, porque as lutas são tantas, é que sabe como é perder ou ter essa força na coluna vertebral. É cingir suas vestes e o cinto á cintura, e assim esconder a nudez da alma, da humilhação e vergonha.  
         Ainda o Espírito me leva novamente na passagem em que o Espírito toma o mesmo Ezequiel pelos cachos dos cabelos e o leva para um monte de ossos sequíssimos, um exército ali caído pessoas que morreram em combate, vejo bem que não morreram na covardia, mas morreram em combate, na peleja.
         Quantos de nós dentro até mesmo das igrejas estão como Pedro afundando e contemplando apenas o vulto do barco que outrora estivera em segurança? Ou estão como Ezequiel com grilhões nas mãos e nos pés sem ter feito nada que justificasse tamanha opressão? Quantos estão como Ezequiel e Jó em que precisam se “colocar de pé”, cingir os lombos com força, levantar o ânimo, o moral, e uma expressão muito a calhar nos dias de hoje, pessoas que precisam recuperar a autoestima espiritual. Pessoas que um dia fizeram parte de um exército que eram guerreiros valentes de batalhas, e hoje se veem como os ossos sequíssimos.
         Mas o Espírito do Eterno Deus sempre nos auxilia em nossas fraquezas, nas nossas dificuldades, e até mesmo quando sentimos o cirandar do espírito de morte. Ou até mesmo quando já mortos pelas batalhas, pelas fadigas, e pelas astúcias dos nossos inimigos que são muitos.
         Saber de todos os detalhes de todas essas histórias em épocas diferentes talvez seja um trabalho para historiadores em que vão buscar riquezas de fatos e minúcias. Mas em todas essas histórias um fato eu tenho certeza pelo Espírito; tanto Pedro, quanto Davi na caverna de Adulão e seu exército de endividados, tanto Elias na caverna, quanto Ezequiel na vergonha e humilhação do cativeiro. E o que diremos a respeito de Jó diante de tanta acusação e difamação do inimigo?
Todos esses não perderam uma coisa, mesmo presos, humilhados, chorando de vergonha, alguns quase mortos, como na exposição de esculturas em que tive a visão de mortos-vivos. Uma coisa eu tenho certeza, não perderam a referência, o foco das histórias que ouviram um dia sobre o Deus de Maravilhas, Criador dos Céus e da terra e de tudo que neles há, o Deus que abriu o mar, e que ressuscita mortos. Todos esses muitas vezes nas maiores dificuldades em que não podiam talvez abrir a boca, mas colocavam seus corações chorosos diante do Altíssimo, colocavam seus corações em silêncio, suas dores diante do trono. E com certeza Ele respondeu, na multiforme sabedoria do Deus o Todo-poderoso Ele respondeu e ainda responde.

 Ezequiel viu o trono, querubins e o Deus altíssimo em todo seu resplendor, viu também mesmo que no início tenha profetizado timidamente e falado para os ossos voltarem a ter vidas, mas ele viu esses ossos retornarem á vida, se colocarem de pé e se tornarem um exército sobremodo excelente.
Davi viu os homens endividados voltando a ter dignidade diante de Deus e foram grandes homens valentes desse exército. Com Elias esse Deus falou através de terremoto e o buscou em carruagem de fogo. E falou com Jó através de um redemoinho, e perguntava a Jó onde ele estava em que todas as coisas foram criadas? E todos os dias de Jó desde o ventre foram escritos?
 Dia desses o Espírito me falou quando eu estava em adoração:
- O Leão ruge.
Entendi que assim que o Leão da tribo de Judá rugir com toda sua autoridade, as lutas vão cessar e Ele vai abrir a boca e determinar a vitória dessa batalha, sabendo que a guerra continua.
Hoje entendo que esses meses de deserto e sequidão de estio foram para um aprendizado, entendo que a visão das esculturas dos mortos vivos são muitos de nós, uns dentro dos apriscos, outros ainda fora, mas todos nós dependemos do rugido do Leão para determinar vida abundante em nossas vidas.
E esse mesmo Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre. O Deus que ama incondicionalmente, que não nos perde de vista, e nada escapa do seu controle. Tão somente saiba que há um tempo para todo propósito que há debaixo do sol. Saiba que se Ele não soprar em um redemoinho, ou um terremoto, Ele o fará num fogo e glória. E virá nas asas de um querubim, mas Ele vai fazer! O nosso general de guerra!
 “Então a terra se abalou e tremeu; e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto se indignou.
Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo que consumia; carvões se acenderam dele.
Abaixou os céus, e desceu, e a escuridão estava debaixo de seus pés.
E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento.
Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus.
Ao resplendor da sua presença as nuvens se espalharam, e a saraiva e as brasas de fogo.
E o Senhor trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e houve saraiva e brasas de fogo.
Mandou as suas setas, e as espalhou; multiplicou raios, e os desbaratou.
Então foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo, pela tua repreensão, Senhor, ao sopro das tuas narinas.
Enviou desde o alto, e me tomou; tirou-me das muitas águas.
Livrou-me do meu inimigo forte e dos que me odiavam, pois eram mais poderosos do que eu.” Salmos 18:7-17
E assim diz o Senhor:
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?João 11:26

domingo, 15 de setembro de 2013

"Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, convocai uma assembléia solene." Joel 2:15



Ao ser convidada para participar de uma comemoração numa igreja Batista, fui fazer um trabalho sobre Yom Kippur (Dia do perdão) e orando, num momento de introspecção, de busca da revelação para esse dia, o que o Espírito Santo queria ministrar para aquele povo, fiquei então organizando meu trabalho; ao pesquisar sobre os toques do Shofhar, qual toque usaríamos naquele dia, fiquei pedindo ao Espírito Santo de Deus, Senhor qual toque usaríamos, eu sei que cada toque tem um significado profético, mas qual será mais adequado?
Descobri que o toque Tekia é um toque leve, sem repiques é o toque para reunir a congregação, o toque para anunciar a palavra.
O toque Shewarin: era tocado para anunciar o povo que era hora de queimar o lixo. O lixo era queimado numa grande fogueira. Três toques repicados anunciava que a grande fogueira seria acesa. Hoje temos os três toques para anunciar a purificação da igreja pelo fogo do Espírito. O toque que liberta os cativos.
O toque Teruá : é a convocação para a guerra, para a batalha e a palavra liberada para a vitória. São nove ou mais repiques, convocando o povo para a peleja.
Se hoje ouvirmos esse toque quer dizer que somos convocados para a batalha mas também, nos anuncia a conquista, e junto da conquista vem a arca dos despojos.

“Tão somente os israelitas tomaram para si o gado e os despojos da cidade, conforme à palavra do Senhor, que tinha ordenado a Josué.” Josué 8:27
 “Eis que vem o dia do SENHOR, em que teus despojos se repartirão no meio de ti” Zacarias 14:1

E por fim o toque Tekia Gadol: O grande toque, profundo, o sopro vem do mais profundo das entranhas do atalaia e anuncia a vinda de Yeshua.
E assim consultava o Senhor:
 - No dia de Yom Kippur, Senhor, qual toque escolher?
 E assim veio o Espírito Santo de maneira inconfundível, penetrando, perscrutando meu íntimo, fluindo no interior do meu interior, como um rio, como uma nuvem de glória, como um raio de sol em dia frio trazendo calor, unção, mover, e disse:
- Num ajuntamento solene é bom que se use todos os toques, um para reunião e ajuntamento, outro para queimar as impurezas, outro para que seja determinado a peleja e a conquista.
E enfim o toque final e profundo, que penetra o íntimo dos meus servos e servas, ovelhas do meu pastoreio, filhos e filhas. O toque que estremece as entranhas como estremeceu o Monte Sinai, estremece, terra, pó e cinza, estremece o vermezinho de Jacó, a nova Sião de Deus, para que todos possam buscar mais de mim e em mim e anunciar a vinda do Messias, Yeshua Hamashia. Jesus, o amado da nossa alma!



quarta-feira, 31 de julho de 2013

“Levou-me à casa do banquete...” Cânticos 2:4


Certa manhã não muito distante acordei com a palavra: proselitismo. Creio que seja pelo fato de estar ocorrendo muitas mudanças pelo o mundo afora, e já tinha ouvido falar dessa palavra, mas sinceramente não sabia o significado exato, então fui pesquisar e buscar do Espírito Santo o motivo Dele quase não me deixar dormir, e falar comigo a noite toda e repetidas vezes.
Quando o Senhor nos desperta para falar algo, Ele não está simplesmente te dizendo uma palavra. Se mergulharmos nele com certeza teremos muitas surpresas e mistérios revelados; e como seria bom um mundo cheio de mergulhadores destemidos no Espírito!
O hebraico para quem não sabe é uma língua em que por trás de uma palavra tem todo um significado, toda uma intenção do Espírito Santo fazer com que o homem entenda seus preceitos, afinal essa língua foi a forma como Deus usou para falar com os oráculos de Deus. Significados profundos, de um Deus profundo!
“Que vantagem, pois, tem o judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?
Muita, em todo sentido; primeiramente, porque lhe foram confiados os oráculos de Deus.
Romanos 3:1-2
 O Espírito Santo sempre buscou fazer com que o homem aprofunde reflexões nele, fazer com que as pessoas que estão sensíveis ao seu mover possam abrir seus corações e serem transformadas de glória em glória, isso é propriamente ter relacionamento íntimo com Jesus. Não é ser ou ter uma religião, mas ter intimidade com Deus.             
E isso também não é privilégio apenas de alguns, mas de todos aqueles que chegarem ao Senhor de coração sincero e puro.
Muitas vezes quando estou partilhando alguma experiência é que o Espírito Santo então vem me fazendo entender o que exatamente Ele quer dizer. E ao comentar sobre um debate com um irmão, sobre um assunto polêmico na teologia é que veio o verdadeiro sentido dessa experiência que tive. Observando que muitos que são cristãos, que falam em nome de Deus, estão com seus corações cheios de divisões, contendas, invejas, dissensões, e vaidades de vaidades. Chegam a ser agressivos com suas palavras e suas falácias. São incapazes de diminuírem a si mesmos e dizer: Amém meu irmão, minha irmã! Que o Espírito Santo nos convença do pecado, da justiça e do juízo. Querem ter razão, querem estar certos, sem saber se realmente o que estão falando é do Espírito ou se falam na carne. Um mesmo assunto, algumas passagens bíblicas dando várias conotações. Esquecem de trazer á memória:
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos...”
Chegam a sentir quase que um orgasmo intelectual (me perdoem os mais sensíveis com as palavras, mas as vezes precisamos ser dramáticos pra nos fazer entender) em exporem suas capacidades intelectuais e seus eruditos conhecimentos da palavra de Deus. Muitos são extremamente vaidosos, narcisistas intelectuais. “Masturbadores” de mente que vivem estimulando seus pensamentos para contendas e disputas. 
 A igreja de Jesus, todos nós, estamos até hoje na sala do banquete, diante de Jesus, o Rei dos reis, como há mais ou menos 2013 anos atrás; e nisso também há controvérsias, já que o calendário judaico é diferente; discutindo como naquela época quem é o maior, ou quem vai ser o primeiro, quem tem diploma de PhD, qual linha teológica está mais correta.
E, quando os dez ouviram isto, indignaram-se contra os dois irmãos.
Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles.
Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal;

E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo.”
Precisamos avançar no tempo e vir para o tempo da noiva do Cordeiro, no dia do seu desposório, no dia das bodas em que a noiva busca se adornar, se enfeitar e alvejar suas vestes, alvejar suas vestes não com asceticismo, não com doutrina de homens, mas com o sangue derramado pela carne dilacerada, pois o lavar regenerador do Espírito é com sangue e com água viva. Porque o lavar regenerador de Jesus na vida dos seus discípulos e seguidores é o rasgar da carne com o arrependimento, confissão de pecados e resistindo para não mais voltar aos rudimentos do mundo; e o lavar da água viva, do revestimento do alto do lavar do batismo no Espírito, do ser cheio!
Precisamos nos lembrar de como Jesus respondeu aos seus discípulos:
Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.”
Se os discípulos estavam á mesa, é porque foram convidados para comer e beber com Jesus Cristo, o homem. E se somos chamados para a intimidade com Ele devemos ouvir, porque isso é melhor do que falar. Devemos comer do seu pão que é a comunhão, mesmo que essa comunhão seja resistir até o sangue, negar nossa vaidade de cada dia, mas deixar fluir somente o Espírito. É também beber do sangue, do cálice de vinho tinto de sangue. E isso digo, que é moer a carne, crucificá-la, beber do cálice da humilhação, das afrontas; para no terceiro dia de trevas ressuscitar juntamente com Ele para o nascer da alva, da honra, da ceia nupcial do cordeiro. E isso não somente depois da morte, mas como uma rainha em que lhe é estendido o cetro para que a noiva possa entrar na presença gloriosa do Rei sempre que este sentir saudade de ouvir sua voz.
E creiam!  Ele muitas vezes anseia ardentemente ouvir a voz da noiva!
 Essa é a verdadeira comunhão da ceia, da intimidade e da amizade com Deus, o resto é proselitismo, onde pessoas cheias de vaidades, divisões, invejas, ambições querem impor suas ideias como se pudéssemos ganhar adeptos á força para nossas ideologias vazias do Espírito.
“...Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” Zacarias 4:6b
O chamado para a seara do Senhor é: lançarmos a semente e deixar que o Espírito Santo possa regar, cuidar como o jardineiro do Getsemani , um jardim fechado, recluso,  tendo assim o crescimento que vem do Santo Espírito de Deus.