terça-feira, 21 de janeiro de 2014

“... nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar.” Provérbios 24:17




Muitos já ouviram sobre a história da mulher que foi pega em flagrante adultério, os homens daquela época a pegaram e a arrastaram-na para levá-la até Jesus, sabemos também que antes dessa se aproximar dele, ele já estava escrevendo uma nova história para ela, mesmo que seja na areia, mas Ele determinava uma nova história de amor extravagante a Ele por parte dela, uma nova história de transformação, restauração e quebra de maldição.
 Não que aqueles homens tivessem preocupados com a ordem no reino, mas estavam na verdade com seus corações contaminados com a malícia, queriam na verdade condenar tanto a mulher, quanto pegarem Jesus blasfemando contra a lei de Moisés. Isso por inveja, porque se sentiam ameaçados pela autoridade do mestre. Eles na verdade não zelavam pela obediência, pois tinham coração impenitente; não se preocupavam em demonstrar amor nem pela mulher, nem por Jesus e muito menos pelas coisas de Deus. Estavam na verdade desejando condenar a mulher e a Jesus, talvez isso os fizesse sentir melhores e mais santos.
Porque bem sabemos que um cristão genuíno ao invés de condenar, ele mesmo sabe que também pode cair. Ele então prefere na verdade silenciar diante daquele que pode tanto matar o corpo e a alma.
E não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.Mateus 10:28
 O Cristão genuíno então tão somente ora para seu irmão e irmã que se encontra caído e clama para que ele também não caia em tentação.
“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.” 1 Coríntios 10:12
Mas para aquela mulher o que ela estava vivendo era uma mudança de vida, e ainda que Jesus estivesse escrevendo na areia, ainda que pudesse vir ás ondas da tribulação, as muitas águas do tormento e da dificuldade, ainda que as letras escritas no chão, na areia, pudessem ser apagadas por essas ondas em maré alta, aquela nova história ia se cumprir, pois elas estavam sendo gravadas nas regiões celestes, estavam sendo seladas no céu.
Muitas vezes nas histórias não vimos Jesus descansar, relaxar, muito menos relaxar brincando de escrever na areia, na verdade Ele estava ali, não esperando os delatores, porque esses Ele abomina, pois para esses Ele manda tirar a trave dos olhos, mas Jesus estava ali exatamente naquele momento esperando a mulher se aproximar dele.
E a transformação na vida daquela mulher não ocorreu não porque se envergonhou do seu pecado, pois com esses ela convivia durante algum tempo; mas houve transformação em sua vida, quando essa pode contemplar os olhos de Jesus, olhos de amor, de misericórdia e graça. E essa mulher aprendeu naquele dia uma lição, talvez fosse “O” dia de vergonha para ela, mas ela aprendeu que mesmo o homem caído, mesmo que as pessoas digam não, ainda que sejam pessoas com poder delegado pelos homens como eram os fariseus e saduceus, ela aprendeu que Jesus já espera cada um de nós, ainda que caídos, Ele nos espera escrevendo na areia, na areia porque se pudéssemos contar os grãos de areia, assim poderíamos mensurar o tamanho do amor de Deus pela humanidade.
Então meu irmão e minha irmã, não se desanimem o seu coração, tão somente creia que Ele é bom, os homens são falhos, mas Deus é bom e é amor! E sê tu uma benção! Levanta porque o cair é do homem, mas o levantar é de Deus e Ele é quem cinge nossos lombos de força.

  



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

"...diga o fraco: Eu sou forte." Joel 3:10




Houve um tempo em minha vida que eu acreditava que pessoas não podiam matar espiritualmente outras pessoas, pois acreditava que a responsabilidade é pessoal; mas hoje já repenso este meu conceito, pois sabemos que muitas vezes as feridas vêm não de espadas afiadas como nas guerras medievais, ou armas de fogo, mas de espadas afiadas que saem da boca, da maldade, da corrupção humana, da inveja, da competição. Maledicência, difamação e dissensões.
 Há uns meses atrás tive uma visão, o Espírito me levou a uma exposição de artes em um shopping, eu via pedaços de pessoas em exposição, pessoas mutiladas, e em meio a esses pedaços, havia transplantes de partes vivas do corpo em meio a partes mortas. Uma pessoa andava com autoridade por porões desse lugar, abrindo portas, entrando em vários lugares ali, e abrindo a boca com autoridade, na época não entendi,  mas no momento da visão o Espírito me falou na passagem do vale dos ossos secos (Ezequiel 37), mas mesmo assim não entendi, e desse tempo pra cá Ele veio me trazendo algumas peças para eu concluir minha experiência.
E então comecei a trilhar uma caminhada num deserto sequíssimo, algo que jamais tinha acontecido, tive experiências como a de Pedro em que ele pereceu nas ondas e vagas, afundando, sentindo a presença do leviatã, o monstro marinho, um cirandar de morte. Eu sentia o que Pedro sentiu quando afundando, via o vulto do barco em que ele esteve tão seguro, o vulto do homem de branco em pé nesse barco, apenas esperando o clamor, o grito de socorro, ajuda-me Senhor! E quantas vezes não estamos nesses momentos em que vimos cirandar literalmente a morte, e Jesus de pé ali apenas esperando o nosso clamor.
Passei também pelo momento em que estava num cativeiro na Babilônia como Ezequiel, em que estava ali nas margens do rio, ele naturalmente era um adolescente de dezoito anos em que esperava chegar o tempo em que seria ungido sacerdote no templo em Jerusalém, finalmente serviria o Senhor com autoridade de sacerdote. Mas de repente o que veio foi que ele se viu entre os cativos na Babilônia. Quando ele esperava o seu momento de glória e honra de servir com propriedade o Altíssimo, se viu então em meio aos cativos, quem sabe até indo enfileirados com os grilhões  nas mãos e nos pés. A humilhação é tamanha que chega ao ponto do próprio Deus dizer a um homem que se encontra de forma natural á beira de um rio, e o Espírito o manda se colocar de pé e assim, tão somente assim, de pé. E não caído pelo desânimo, pelas lutas e frustrações.
“E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo.
Então entrou em mim o Espírito, quando ele falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.”  Ezequiel 2:1-2
Vejo que nessa passagem apenas quando o Espírito entrou de forma impetuosa  é que Ezequiel  esteve em pé, mas em pé aqui espiritualmente, com dignidade, sendo tratado como homem á imagem e semelhança do Todo-poderoso.
         Igualmente quando Deus fala com Jó em meio a um redemoinho e diz que ele cingisse os lombos, ou seja, passe os cintos, as cordas pelas cinturas, os cintos os quais amarram e prendem suas vestes em ti, as vestes que escondem a vergonha, a nudez e a fragilidade do homem. Vejo aí um simbolismo, como que o Eterno dizendo á criatura, se põe de pé sobre sua coluna vertebral, os ossos de sustentação do corpo, se coloque no seu centro de gravidade, posição em que nos erguemos de cabeça em pé. Onde precisamos força para ter nosso corpo sustentado sobre os pés. Só quem já perdeu essas forças, de ficar de pé literalmente, porque as lutas são tantas, é que sabe como é perder ou ter essa força na coluna vertebral. É cingir suas vestes e o cinto á cintura, e assim esconder a nudez da alma, da humilhação e vergonha.  
         Ainda o Espírito me leva novamente na passagem em que o Espírito toma o mesmo Ezequiel pelos cachos dos cabelos e o leva para um monte de ossos sequíssimos, um exército ali caído pessoas que morreram em combate, vejo bem que não morreram na covardia, mas morreram em combate, na peleja.
         Quantos de nós dentro até mesmo das igrejas estão como Pedro afundando e contemplando apenas o vulto do barco que outrora estivera em segurança? Ou estão como Ezequiel com grilhões nas mãos e nos pés sem ter feito nada que justificasse tamanha opressão? Quantos estão como Ezequiel e Jó em que precisam se “colocar de pé”, cingir os lombos com força, levantar o ânimo, o moral, e uma expressão muito a calhar nos dias de hoje, pessoas que precisam recuperar a autoestima espiritual. Pessoas que um dia fizeram parte de um exército que eram guerreiros valentes de batalhas, e hoje se veem como os ossos sequíssimos.
         Mas o Espírito do Eterno Deus sempre nos auxilia em nossas fraquezas, nas nossas dificuldades, e até mesmo quando sentimos o cirandar do espírito de morte. Ou até mesmo quando já mortos pelas batalhas, pelas fadigas, e pelas astúcias dos nossos inimigos que são muitos.
         Saber de todos os detalhes de todas essas histórias em épocas diferentes talvez seja um trabalho para historiadores em que vão buscar riquezas de fatos e minúcias. Mas em todas essas histórias um fato eu tenho certeza pelo Espírito; tanto Pedro, quanto Davi na caverna de Adulão e seu exército de endividados, tanto Elias na caverna, quanto Ezequiel na vergonha e humilhação do cativeiro. E o que diremos a respeito de Jó diante de tanta acusação e difamação do inimigo?
Todos esses não perderam uma coisa, mesmo presos, humilhados, chorando de vergonha, alguns quase mortos, como na exposição de esculturas em que tive a visão de mortos-vivos. Uma coisa eu tenho certeza, não perderam a referência, o foco das histórias que ouviram um dia sobre o Deus de Maravilhas, Criador dos Céus e da terra e de tudo que neles há, o Deus que abriu o mar, e que ressuscita mortos. Todos esses muitas vezes nas maiores dificuldades em que não podiam talvez abrir a boca, mas colocavam seus corações chorosos diante do Altíssimo, colocavam seus corações em silêncio, suas dores diante do trono. E com certeza Ele respondeu, na multiforme sabedoria do Deus o Todo-poderoso Ele respondeu e ainda responde.

 Ezequiel viu o trono, querubins e o Deus altíssimo em todo seu resplendor, viu também mesmo que no início tenha profetizado timidamente e falado para os ossos voltarem a ter vidas, mas ele viu esses ossos retornarem á vida, se colocarem de pé e se tornarem um exército sobremodo excelente.
Davi viu os homens endividados voltando a ter dignidade diante de Deus e foram grandes homens valentes desse exército. Com Elias esse Deus falou através de terremoto e o buscou em carruagem de fogo. E falou com Jó através de um redemoinho, e perguntava a Jó onde ele estava em que todas as coisas foram criadas? E todos os dias de Jó desde o ventre foram escritos?
 Dia desses o Espírito me falou quando eu estava em adoração:
- O Leão ruge.
Entendi que assim que o Leão da tribo de Judá rugir com toda sua autoridade, as lutas vão cessar e Ele vai abrir a boca e determinar a vitória dessa batalha, sabendo que a guerra continua.
Hoje entendo que esses meses de deserto e sequidão de estio foram para um aprendizado, entendo que a visão das esculturas dos mortos vivos são muitos de nós, uns dentro dos apriscos, outros ainda fora, mas todos nós dependemos do rugido do Leão para determinar vida abundante em nossas vidas.
E esse mesmo Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre. O Deus que ama incondicionalmente, que não nos perde de vista, e nada escapa do seu controle. Tão somente saiba que há um tempo para todo propósito que há debaixo do sol. Saiba que se Ele não soprar em um redemoinho, ou um terremoto, Ele o fará num fogo e glória. E virá nas asas de um querubim, mas Ele vai fazer! O nosso general de guerra!
 “Então a terra se abalou e tremeu; e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto se indignou.
Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo que consumia; carvões se acenderam dele.
Abaixou os céus, e desceu, e a escuridão estava debaixo de seus pés.
E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento.
Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus.
Ao resplendor da sua presença as nuvens se espalharam, e a saraiva e as brasas de fogo.
E o Senhor trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e houve saraiva e brasas de fogo.
Mandou as suas setas, e as espalhou; multiplicou raios, e os desbaratou.
Então foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo, pela tua repreensão, Senhor, ao sopro das tuas narinas.
Enviou desde o alto, e me tomou; tirou-me das muitas águas.
Livrou-me do meu inimigo forte e dos que me odiavam, pois eram mais poderosos do que eu.” Salmos 18:7-17
E assim diz o Senhor:
E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?João 11:26

domingo, 15 de setembro de 2013

"Tocai a trombeta em Sião, santificai um jejum, convocai uma assembléia solene." Joel 2:15



Ao ser convidada para participar de uma comemoração numa igreja Batista, fui fazer um trabalho sobre Yom Kippur (Dia do perdão) e orando, num momento de introspecção, de busca da revelação para esse dia, o que o Espírito Santo queria ministrar para aquele povo, fiquei então organizando meu trabalho; ao pesquisar sobre os toques do Shofhar, qual toque usaríamos naquele dia, fiquei pedindo ao Espírito Santo de Deus, Senhor qual toque usaríamos, eu sei que cada toque tem um significado profético, mas qual será mais adequado?
Descobri que o toque Tekia é um toque leve, sem repiques é o toque para reunir a congregação, o toque para anunciar a palavra.
O toque Shewarin: era tocado para anunciar o povo que era hora de queimar o lixo. O lixo era queimado numa grande fogueira. Três toques repicados anunciava que a grande fogueira seria acesa. Hoje temos os três toques para anunciar a purificação da igreja pelo fogo do Espírito. O toque que liberta os cativos.
O toque Teruá : é a convocação para a guerra, para a batalha e a palavra liberada para a vitória. São nove ou mais repiques, convocando o povo para a peleja.
Se hoje ouvirmos esse toque quer dizer que somos convocados para a batalha mas também, nos anuncia a conquista, e junto da conquista vem a arca dos despojos.

“Tão somente os israelitas tomaram para si o gado e os despojos da cidade, conforme à palavra do Senhor, que tinha ordenado a Josué.” Josué 8:27
 “Eis que vem o dia do SENHOR, em que teus despojos se repartirão no meio de ti” Zacarias 14:1

E por fim o toque Tekia Gadol: O grande toque, profundo, o sopro vem do mais profundo das entranhas do atalaia e anuncia a vinda de Yeshua.
E assim consultava o Senhor:
 - No dia de Yom Kippur, Senhor, qual toque escolher?
 E assim veio o Espírito Santo de maneira inconfundível, penetrando, perscrutando meu íntimo, fluindo no interior do meu interior, como um rio, como uma nuvem de glória, como um raio de sol em dia frio trazendo calor, unção, mover, e disse:
- Num ajuntamento solene é bom que se use todos os toques, um para reunião e ajuntamento, outro para queimar as impurezas, outro para que seja determinado a peleja e a conquista.
E enfim o toque final e profundo, que penetra o íntimo dos meus servos e servas, ovelhas do meu pastoreio, filhos e filhas. O toque que estremece as entranhas como estremeceu o Monte Sinai, estremece, terra, pó e cinza, estremece o vermezinho de Jacó, a nova Sião de Deus, para que todos possam buscar mais de mim e em mim e anunciar a vinda do Messias, Yeshua Hamashia. Jesus, o amado da nossa alma!



quarta-feira, 31 de julho de 2013

“Levou-me à casa do banquete...” Cânticos 2:4


Certa manhã não muito distante acordei com a palavra: proselitismo. Creio que seja pelo fato de estar ocorrendo muitas mudanças pelo o mundo afora, e já tinha ouvido falar dessa palavra, mas sinceramente não sabia o significado exato, então fui pesquisar e buscar do Espírito Santo o motivo Dele quase não me deixar dormir, e falar comigo a noite toda e repetidas vezes.
Quando o Senhor nos desperta para falar algo, Ele não está simplesmente te dizendo uma palavra. Se mergulharmos nele com certeza teremos muitas surpresas e mistérios revelados; e como seria bom um mundo cheio de mergulhadores destemidos no Espírito!
O hebraico para quem não sabe é uma língua em que por trás de uma palavra tem todo um significado, toda uma intenção do Espírito Santo fazer com que o homem entenda seus preceitos, afinal essa língua foi a forma como Deus usou para falar com os oráculos de Deus. Significados profundos, de um Deus profundo!
“Que vantagem, pois, tem o judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?
Muita, em todo sentido; primeiramente, porque lhe foram confiados os oráculos de Deus.
Romanos 3:1-2
 O Espírito Santo sempre buscou fazer com que o homem aprofunde reflexões nele, fazer com que as pessoas que estão sensíveis ao seu mover possam abrir seus corações e serem transformadas de glória em glória, isso é propriamente ter relacionamento íntimo com Jesus. Não é ser ou ter uma religião, mas ter intimidade com Deus.             
E isso também não é privilégio apenas de alguns, mas de todos aqueles que chegarem ao Senhor de coração sincero e puro.
Muitas vezes quando estou partilhando alguma experiência é que o Espírito Santo então vem me fazendo entender o que exatamente Ele quer dizer. E ao comentar sobre um debate com um irmão, sobre um assunto polêmico na teologia é que veio o verdadeiro sentido dessa experiência que tive. Observando que muitos que são cristãos, que falam em nome de Deus, estão com seus corações cheios de divisões, contendas, invejas, dissensões, e vaidades de vaidades. Chegam a ser agressivos com suas palavras e suas falácias. São incapazes de diminuírem a si mesmos e dizer: Amém meu irmão, minha irmã! Que o Espírito Santo nos convença do pecado, da justiça e do juízo. Querem ter razão, querem estar certos, sem saber se realmente o que estão falando é do Espírito ou se falam na carne. Um mesmo assunto, algumas passagens bíblicas dando várias conotações. Esquecem de trazer á memória:
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos...”
Chegam a sentir quase que um orgasmo intelectual (me perdoem os mais sensíveis com as palavras, mas as vezes precisamos ser dramáticos pra nos fazer entender) em exporem suas capacidades intelectuais e seus eruditos conhecimentos da palavra de Deus. Muitos são extremamente vaidosos, narcisistas intelectuais. “Masturbadores” de mente que vivem estimulando seus pensamentos para contendas e disputas. 
 A igreja de Jesus, todos nós, estamos até hoje na sala do banquete, diante de Jesus, o Rei dos reis, como há mais ou menos 2013 anos atrás; e nisso também há controvérsias, já que o calendário judaico é diferente; discutindo como naquela época quem é o maior, ou quem vai ser o primeiro, quem tem diploma de PhD, qual linha teológica está mais correta.
E, quando os dez ouviram isto, indignaram-se contra os dois irmãos.
Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles.
Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande seja vosso serviçal;

E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo.”
Precisamos avançar no tempo e vir para o tempo da noiva do Cordeiro, no dia do seu desposório, no dia das bodas em que a noiva busca se adornar, se enfeitar e alvejar suas vestes, alvejar suas vestes não com asceticismo, não com doutrina de homens, mas com o sangue derramado pela carne dilacerada, pois o lavar regenerador do Espírito é com sangue e com água viva. Porque o lavar regenerador de Jesus na vida dos seus discípulos e seguidores é o rasgar da carne com o arrependimento, confissão de pecados e resistindo para não mais voltar aos rudimentos do mundo; e o lavar da água viva, do revestimento do alto do lavar do batismo no Espírito, do ser cheio!
Precisamos nos lembrar de como Jesus respondeu aos seus discípulos:
Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.”
Se os discípulos estavam á mesa, é porque foram convidados para comer e beber com Jesus Cristo, o homem. E se somos chamados para a intimidade com Ele devemos ouvir, porque isso é melhor do que falar. Devemos comer do seu pão que é a comunhão, mesmo que essa comunhão seja resistir até o sangue, negar nossa vaidade de cada dia, mas deixar fluir somente o Espírito. É também beber do sangue, do cálice de vinho tinto de sangue. E isso digo, que é moer a carne, crucificá-la, beber do cálice da humilhação, das afrontas; para no terceiro dia de trevas ressuscitar juntamente com Ele para o nascer da alva, da honra, da ceia nupcial do cordeiro. E isso não somente depois da morte, mas como uma rainha em que lhe é estendido o cetro para que a noiva possa entrar na presença gloriosa do Rei sempre que este sentir saudade de ouvir sua voz.
E creiam!  Ele muitas vezes anseia ardentemente ouvir a voz da noiva!
 Essa é a verdadeira comunhão da ceia, da intimidade e da amizade com Deus, o resto é proselitismo, onde pessoas cheias de vaidades, divisões, invejas, ambições querem impor suas ideias como se pudéssemos ganhar adeptos á força para nossas ideologias vazias do Espírito.
“...Não por força nem por violência, mas sim pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.” Zacarias 4:6b
O chamado para a seara do Senhor é: lançarmos a semente e deixar que o Espírito Santo possa regar, cuidar como o jardineiro do Getsemani , um jardim fechado, recluso,  tendo assim o crescimento que vem do Santo Espírito de Deus.



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sábado, 20 de julho de 2013

“E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma...”


( Conto - baseado em fatos reais)

Mel estava tomando banho, uma ducha de água abundante caía sobre seu rosto, escorria sobre seus cabelos e por todo o corpo, é sempre nesses momentos que ela costuma entrar em Espírito, orar; momentos estes em que ela sente que fica mesmo no seu mundo particular com o Espírito Santo. Ela costuma se ajoelhar, pedir que assim como a água natural lava seu corpo, que a água viva possa vir e lavar também seu espírito, não porque quer ser uma puritana, ela conhece bem sua condição de ser humana; mas para que seu espírito se descarregue de todo estresse, cansaço e fadigas de um mundo tão conturbado.
Ali o tempo para, ali ela coloca suas fraquezas, seus medos, suas fragilidades; diante daquele que tudo perscruta. Ao terminar seu banho enfim, já fechando a torneira ela então começa a agradecer por aquele banho tão refrescante, tão purificador de corpo e alma, e passando as mãos no rosto mais uma vez, veio então um fluir, uma onda fervilhando em seu profundo, nas entranhas, e começou a orar em línguas estranhas, ela simplesmente foi invadida por uma presença manifesta da glória de Deus. Não que Mel seja alguém especial, algum espírito de luz, mas porque Deus é o mesmo ontem, hoje e sempre. E sempre anseia por estender seus tabernáculos onde Ele encontrar um verdadeiro adorador.

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4:24

E o Espírito Santo a invadia com uma sensação de estar farta, abundante de paz, uma paz que muito excede nosso entendimento, uma paz que nenhum lugar do mundo, nenhuma outra filosofia, nenhum amor e relacionamento pode dar.
A paz que pode vir a tribulação que vier, pode vir a perseguição que vier, a afronta, a calúnia e a acusação; essa paz é dada ao que busca o Eterno, a Sua vontade, a todo aquele que Nele crê.

Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz.” Tiago 3:18

E disse-lhe o Espírito: “ Sua alma será farta de paz, por onde quer que andares! A paz que o mundo não a pode dar.”

E subiu-lhe ao coração:

E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.” Isaías 58:11

Esse é o Deus Vivo que torna a Sua palavra viva e eficaz, como espada aguda de dois gumes, apta para penetrar fundo e separar alma de espírito, ossos de medula e é apta para discernir os propósitos do coração. (Adpt. Hb 4 12)
Se é apta para discernir os propósitos do coração, e é viva e eficaz, então a palavra age até os dias de hoje, e traz luz, discernimento, entendimento para nossas atitudes, ações e sentimentos; sendo assim, quem é um verdadeiro adorador, um leitor e observador da sua palavra, sempre terá o Espírito Santo dando luz para os caminhos, fazendo com que seja separado o que é dos ossos e medula (carne) e o que é da alma e do espírito. Ainda que tudo lhe pareça loucura, mas Deus torna a sabedoria do homem, em loucura. E faz com que o amor encubra nossas fraquezas e condição de vermes.

“...mas o amor cobre todos os pecados.” Provérbios 10:12

E Mel então ao perceber que essa foi mais uma vez uma experiência surpreendente, ficou mesmo muito grata, feliz e em paz com a fidelidade desse Deus maravilhoso que aos seus amados não os deixam confundidos e nem enganados.


terça-feira, 16 de julho de 2013



Se a igreja soubesse que a linha de pensamento, de ações e testemunhos, tem que passar mais em o tanto que somos imperfeitos, que somos maus, e sujeitos a paixões, para que a honra e a glória seja mesmo de Deus e do poder do Seu Espírito Santo. Do que no tanto que somos perfeitinhos, puros e bons; ganharíamos o mundo apenas com nossas ações.
Na verdade quem nos sustenta é o Espírito Santo através da forma como Ele trabalha em nossos corações, como nos convence do pecado, como nos atrai para o que é bom, perfeito e agradável; isso quando obedecemos aquilo que Ele nos inspira.
Certa feita uma serva estava orando e consultando o Senhor a respeito de decisões que precisaria tomar e Ele a acordou de madrugada, com um sonho, uma visão de noite, em que ela subia uma escada e cantava um cântico espiritual, um cântico como ela nunca tinha ouvido antes, numa voz que ela mesma admirava tamanha presença de unção do Espírito Santo. O cântico dizia assim: “ As vestes do meu corpo não é a minha carne, mas o meu espírito”.
Entendendo assim que o Espírito Santo a estava confirmando como uma pessoa da qual Ele cuida, dá direção, sela a instrução. E que como na palavra diz:
“Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus.”Romanos 8:8
Podemos conhecer a palavra, estudá-la, apropriarmos dela para ditar aos outros o que é de Deus, e o que não é; mas se tivermos na carne, em que nos sentimos servos perfeitos e imaculados, não agradamos a Deus. Ditamos regras, normas, e não estamos fazendo a menor diferença com os dogmas de homens. Muitas vezes pregando um deus que vai ficar apenas contemplando, esperando que seus filhos errem para dizer: anátemas!
         Mas se instruirmos o homem e a mulher, que somos fracos, mas fortes em Jesus, que o levantar é de Deus, que o respirar também, que nossos atos de justiça são como trapos de imundície, que devemos sim, fazer com que as vestes do nosso corpo sejam nosso espírito e não a nossa carne, e assim buscarmos sempre ligarmos nosso espírito no Espírito Santo de Deus; assim teremos vestes resplandecentes, teremos nossa carne revestida do perfume da unção. Um óleo que reveste todo mau cheiro da carne, pois a carne não é suficiente o bastante para não se apodrecer em somente algumas horas. Estando viva, mas exalando podridão.  
Quando o homem tem perfeita consciência de sua condição de desventurado homem que somos, Ele se achega a Deus com mais humildade. Melhor é o homem que conhece sua condição humana imperfeita, do que o homem que pensa ser algo que ainda está longe de alcançar.
“Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu.” Apocalipse 3:17
Bem dizia o Senhor ao contar sobre aquela parábola em que dois homens oravam na sinagoga:
E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:
Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.
O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.”
Lucas 18:9-14
Muitos têm se apropriado da Palavra de Deus e buscam a perfeição como se algum dia pudessem alcançá-la, se colocam diante da palavra e quiçá até em andores, ou oráculos.
Mas na verdade perfeito só mesmo Jesus! Pecadores somos todos, pois a bíblia diz:
Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.
Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” 1 João 1:8-10
Quando a igreja muitas vezes se apropria de princípios de batalha espiritual, sem antes insistentemente estudar a palavra de Deus, tende a pregar muitas vezes um deus irado, um deus que está disposto sempre a nos castigar com maldições, usa-se as passagens do velho testamento, e muitas vezes o que não explicam é que essas passagens em que apresenta um Deus juiz, que determina juízo, é um Deus que levou na maior parte das histórias mais ou menos quatrocentos anos para tomar essas atitudes contra o seu povo. E que insistentemente usava seus profetas e vasos para alertarem o povo dos seus caminhos maus.
Insisto com isso que minha intenção aqui não é pregar a prática de um evangelho relaxado, mas que conheçamos um Deus de amor, benigno, longânimo e cheio de ternos afetos de misericórdia. E que cumpre a sua palavra que diz que as suas misericórdias são a causa de não sermos consumidos, é certo que sim, pois todos os dias mil caem ao nosso lado, e dez mil a nossa destra, mas Ele nos tem guardado. Porque nos instrui inclusive a orar pelos nossos inimigos, amar o nosso irmão, e viver se possível em paz com todos.
A igreja precisa entender que melhor do que jogar a primeira pedra, se apropriar da palavra como se nós fôssemos a verdade e tivéssemos acima de qualquer suspeita, ao invés disso devemos mesmo apresentar Jesus como a Verdade, cordeiro, perfeito, e somente Ele.
Sairmos da frente da Palavra e da perfeição e nos escondermos atrás dessa verdade, nos ocultar e deixar que Ele esteja em nossa frente. A Verdade.
         E quanto mais nos aproximamos dessa Verdade, e dessa perfeição mais nos vimos em condição de pecadores, e indignos de desatar-lhe as sandálias.
Porque qual homem que se acha puro, santo e perfeito, se nega até o sangue para dar a honra ao Deus que é digno de honra, majestade e domínio?
Qual homem que ao usar a palavra de Deus não sente como se só pelo conhecimento daquela palavra já o torna perfeito?
Qual homem que á frente de um povo, se colocando em lugar acima de qualquer suspeita, lugar de autoridade em que determine quem é maldito e quem não o é, teria condições de dizer como o arcanjo Miguel:
Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele; mas disse: O Senhor te repreenda.” Judas 1:9
Precisamos sim olhar para o pecado nosso de cada dia, e não para a mesa farta do julgamento e juízo dos hipócritas. Que o nosso falar seja, sim, sim, não, não; e o que passar disso é do maligno. Só assim, quando voltarmos para nosso íntimo e nossas cavernas tenebrosas e pedir que o Espírito Santo venha nos encobrir com a sua presença de glória e fumaça,  vamos poder assim viver um avivamento, ou reavivamento de fogo, poder e unção e nesse avivamento contagiar os que estão ao nosso redor, pela atração, pelo magnetismo e carisma do Espírito. E tão somente por Ele e para Ele e por meio dEle são feitas todas as coisas.
E nessa reflexão talvez insana buscando a lucidez, muitas vezes me sentindo fraca, mas sendo forte em Jesus, talvez tentando ouvir um grito calado do peito, de alguém que se sente como um vaso fragilíssimo de barro, mas que tem a consciência que têm a excelência do conhecimento que está em Cristo Jesus, meu Senhor. Entendendo  também sua condição de talvez nunca atingir além das suas próprias fronteiras, dizendo para si mesma ninguém vai me ouvir, mas talvez gritar para o mundo; procuro confiar Naquele cujo poder está em suas mãos, que fez céus e terra, e fará que todo joelho se dobre e toda língua confesse: Jesus, e somente Ele é Senhor da Verdade!