quinta-feira, 16 de julho de 2015

"E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas..." Mateus 14:29



Pedro quando viu que Jesus dizia ser Ele, e não um fantasma, naquela noite de vento muito forte fez prova de Jesus dizendo que se fosse Ele  mesmo, que o fizesse ter com Ele, e disse Jesus: Vem! E Pedro andou sobre as águas!
Naquele momento o vem de Jesus não foi um vem para Pedro ser humilhado, não foi um vem para morrer no tumulto das ondas e vagas, e muito menos foi um vem, para acusar a Pedro do quão ele é fraco, pobre e nu.
Mas o vem de Jesus é o mesmo vem do noivo com sua noiva (igreja), esse vem que libera uma palavra profética sobre a vida daquele que ama a Jesus, uma palavra que libera uma autorização para andar sobre as águas; e se porventura a carne, e a pequena fé insistir em nos afogar, esse vem, libera um convite para mergulhar em águas mais profundas, que nos ensina que sem Ele nada podemos fazer.
E nos faz deparar com o espelho das águas do mais profundo íntimo, ver que somos pó, e que é mister que nos diminuamos, e que o Senhor das muitas águas tome o controle! Esse espelho fez com que Pedro contemplasse suas cavernas tenebrosas, suas falhas, e ao se deparar com seus defeitos, e consequentemente bater o arrependimento, ele pôde contemplar ao mesmo tempo o socorro bem presente. Esse momento na vida de Pedro embora tenha sido um momento nada fácil, pois ele teria que se deparar com sua condição humana, frágil e que nada pode; ao mesmo tempo quanto mais Pedro se diminuiu de sua condição de humano, e precisou clamar por Jesus, ele se encheu do Espírito de vida! E com esse Espírito de vida, Pedro teve condições de visitar a morada do Leviatã – monstro marinho, o responsável por tumultuar, com ondas bravias e espumejantes as nossas tempestades da vida, nossos momentos de desesperos, “afogamento” em problemas, esse leviatã que faz com que inquietos corações pensem que aquela dificuldade é maior do que sua própria existência, que não há solução que possa pôr fim no sufoco.
Pedro ali ao afundar nas muitas águas pôde conhecer que quando somos fracos, aí somos fortes. Pôde conhecer que não há impossíveis para Jesus, que nos faz andar sobre as águas, nos faz atravessar o mar por pés secos e nos mostra que embora o momento pareça um caos, nos toma pela mão, e nos coloca de pé, coloca nossos pés no barco e ainda acalma o vento!     E mais tarde essa experiência de Pedro o permitiu também que pudesse ver o outro com um olhar de amor, sabendo que as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos.
E assim diz o Espírito: Coloca-te de pé, cinja seus lombos com força e falarei contigo!

 "...estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária;" Lucas 10:41

domingo, 12 de julho de 2015



Quando usamos a palavra de Deus como referência para nossa vida ela é uma espada que a cada vez mais que é usada, ela mata a carne e vivifica o espírito do homem. A palavra de Deus faz o papel de um espelho, que quando nos deparamos com ele, nos mostra nossas imperfeições, onde precisamos fazer retoques. O homem que está disposto a ser transformado, a partir daí então, entra para dentro do seu quarto, e ora em secreto, e o pai que vê em secreto vai transformando-o de glória em glória. Esse homem contempla o Vau de Jaboque, luta com Deus para ser abençoado, pode até ser ferido na articulação de sua coxa, para que manquejando ele jamais esqueça quem é o Senhor.
 Isso tudo no seu quarto, com a porta fechada, no silêncio de sua dor. Assim no nosso silêncio, na nossa boa e perfeita transformação, desejada e executada pelo Espírito Santo, damos testemunhos daquele que é o mesmo, ontem, hoje e sempre. 
Com essa transformação em nossas vidas, quebra de maldições, no silêncio, ganhamos muitas outras vidas para o reino. E também podemos através do nosso testemunho vivo e experiências reais com o Espírito Santo de Deus, caminharmos junto com o que está chegando, com o que está começando a jornada. Fazemo-nos de fracos com os fracos e alcançamos assim o alvo da soberana vocação.
Mas se ao invés de usarmos a Bíblia como instrumento de transformação, usamos como instrumento de acusação, ferindo, exigindo, sem saber que aquela vida ainda não chegou ao Vau de Jaboque, estamos negligenciando outros pontos essenciais da palavra de Deus, e o maior destes é o amor.
Uma coisa é usar a letra que mata, a lei usada pelos exatores, o chicote dos feitores de escravos exigindo competência na obra. Outra completamente diferente é orar e pedir para que o Espírito vivifique, para que o Espírito Santo esteja junto, falar como Moisés, se o Senhor não for comigo, não me faça subir desse lugar. Ou se usa a lei que mata, ou o Espírito que vivifica!
Na nossa obra, nada podemos fazer sem Ele!

"Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela." Salmos 127:1

É como a obra do oleiro, tocamos no vaso, colocamos a mão na massa, mas quem dá a forma é o Espírito Santo, o barro e o sopro, o sopro e o barro, o fôlego que vivifica, que inspira, respira, que abre a claraboia para o vaso não estourar com a fermentação da lei dos fariseus, mas respirar e inspirar com o sopro do Espírito.

 E que todos digam: Ora vem! Vem dos quatro ventos óh Espírito! Vem!

terça-feira, 28 de abril de 2015

"...e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer." Gênesis 11:6



"E o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer."  Gênesis 11:6
Tive um sonho,e nesse sonho eu via um adolescente, e o Espírito de Deus falava ao meu coração: - Ele não é um ancião na fé, ele é um adolescente, não toma mais leitinho, não é mais uma criança, mas um jovem na fé. Logo percebi de quem se tratava, era a respeito de um irmão muito chegado. Mas ao mesmo tempo que o Senhor me revelava a idade espiritual desse irmão muito chegado, o Senhor me instruía a respeito do que ele deveria fazer para continuar amadurecendo no Espírito.
E meditando nisso lembrei da passagem em 1João que diz:
"... Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno..." 1 João 2:13
Os jovens na fé estão obtendo vitórias nas batalhas espirituais, mas ainda é necessário buscar mais maturidade, crescimento no Espírito. 
Deus formou o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e Ele nos chama de vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não nossa. E em várias passagens ele nos fala em amassar o vaso, e fazer outro, e é assim nossa vida na presença de Deus; um barro maleável, que sempre vai precisar do oleiro refazendo, restaurando. Um vaso de barro cheio do sopro de vida sempre será modelado por esse sopro de vida.
"...o meu cálice transborda." Salmos 23:5
A instrução espiritual para continuarmos crescendo é que precisamos então deixar de ter nossos olhos voltados para o nosso eu, ligados em nossos próprios umbigos e nossos próprios interesses, desejos, para voltarmos os nossos olhos para o outro. Ou seja, ouvir o outro, saber do interesse dele, dos seus anseios, e deixar que o Espírito te revele o coração do seu irmão, irmã, como um livro aberto. E fazer como na lição da torre de Babel, sendo eles egoístas, maus, falavam uma mesma língua, que era a língua de seus próprios interesses egocêntricos e gananciosos. 
Mas agora sendo libertos, devemos fazer como os da torre porém agora transportados do reino das trevas, para o reino do filho do seu amor, deixando o nosso ponto de vista, os nossos interesses e passando a observar o outro, seus interesses. Não olhando-o como alguém que por não ter seu conhecimento e maturidade espiritual, possa ser uma pessoa desprezível, pois isso soa como altivez de espírito, mas olhando-o com olhos de amor e misericórdia, sabendo da condição de miséria que todos nós da raça humana vivemos.
O Espírito Santo de Deus não deixou essa passagem da torre por acaso, mas nos dá uma grande lição:
"...e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer."  Gênesis 11:6
Se antes nas trevas o povo falando uma mesma língua não haveria restrição para TUDO que intentassem fazer, quanto maior glória não teríamos se na maravilhosa luz pudermos alcançar esse nível de compreensão! 
Ah mas isso é muito difícil, porque ninguém vai querer "falar a mesma língua comigo"! Então que sejamos cada um de nós que temos hoje nossos olhos abertos para essa instrução, que sejamos nós a falar a mesma língua do outro, porém pautados no temor do Senhor que é o princípio da sabedoria.
E mais uma vez o Espírito Santo nos revela uma grande lição nessa história de Babel, porque assim surgiram várias línguas, e a construção da torre foi interrompida. Mas sabemos que hoje um homem e uma mulher para falar outro idioma, ele precisa deixar sua língua materna, seus símbolos, sinais, e etc para aprender com outrem a língua de seu interesse. A pessoa não apenas aprende o idioma, mas aprende sua cultura, seus costumes e etc. E que sejamos como crianças no reino aprendendo a falar outra língua, porém sabendo que pergrinos somos nessa terra estranha, mas bem sabemos o nosso lugar, as nossas raízes, raízes estendidas por toda a terra, de uma árvore, a árvore da vida. 
O Espírito Santo nos instrui que somente a humildade, o abrir mão do ego, nos leva a continuar uma construção que nos leva alto. É abrir mão do nosso olhar, em função de um outro olhar que nos leva mais além, nos leva aos céus. É deixar um pouco de lado o nosso ego, esvaziarmos de nós para tomarmos menos espaço, e dar espaço para a voz do outro. Senão como numa brincadeira de criança chamada cabo de guerra, puxamos de um lado e o adversário do outro, não chegamos a lugar nenhum. E se insistirmos em puxar o "cabo de guerra" vamos continuar sendo jovens, vencendo o maligno, mas sendo derrotados pelo nosso maior desafio, nosso EGO. 
Muitos de nós quando conhecemos Jesus, uma vida em santidade, ficamos meio altivos pensando que o mundo não sabe de nada e já está condenado, as vezes usamos a bíblia para ferir e condenar o pecado do outro, e esquecemos que a bíblia é a palavra de Deus e restaura a alma, sara as feridas. 
"...A lei do Senhor é perfeita, e refrigera a alma..." Salmos 19:7
As vezes esquecemos que não somos do mundo, mas vivemos nele, segundo o rei Salomão as regras são para os justos e os injustos, o sol nasce para os justos e para os injustos. O mal sucede para todos, tanto para justos como para os injustos. 
"Tudo sucede igualmente a todos; o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento."  Eclesiastes 9:2
Sendo assim precisamos ir até onde o outro se encontra, respeitá-lo, amá-lo e agirmos de misericórdia, para não sermos vistos como altivos e estranhos, e assim, falando a língua do outro, dando ouvidos a ele, respeitando, podermos então ser compreendidos, e colhermos o que semeamos: respeito, dignidade e amor, e assim refletirmos a glória de Cristo em nós. Não como Babel que queria refletir sua própria glória, mas como vasos de barro contendo um tesouro, que é a excelência de Cristo. 
E assim refletindo a glória de Cristo ganharmos nossos irmãos e irmãs, e a partir daí, deixarmos de ser jovens na fé, para sermos pais na fé. Gerarmos vidas também que sejam vasos de barros porém trazendo em si a excelência de Cristo Jesus, a glória e o fogo, ou talvez revestidos de ouro para servir o vinho, o vinho que alegra o coração do Rei dos reis.  


domingo, 7 de setembro de 2014

A imparcialidade no julgar é bom,,,




Confesso que ao ouvir do Espírito Santo essa palavra eu tive temor, eu tive certo receio de escrevê-la, e tem alguns meses que a deixei em rascunho, porque estava orando para ter uma confirmação se seria mesmo algo vindo do trono. Mas o fato é que não posso deixar de fazer o que sinto direção do Espírito Santo de fazê-lo, pois assim estaria em transgressão com o Senhor. Alguns meses atrás ouvi do Senhor: A igreja está virando um cartel de influência! Uma palavra que para mim, mesmo para mim que a ouvi, é pesada!
Cartel de influência, ovelhas no cabresto, estereótipo. E a ovelha que não se encaixa nesse estereótipo, sofre uma grande perseguição, eles querem dominar, com o poder de influência.
 E perseguição tanto da liderança, quanto das outras ovelhas, que por sua vez, estão enquadradas perfeitamente nos estereótipos.
O que seria de nós nos dias de hoje se Deus tivesse determinado a Jesus ser candidato nas eleições, ao invés de se tornar rei, dissesse: E, tomando consigo os doze, disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do homem tudo o que pelos profetas foi escrito; pois há de ser entregue aos gentios, e escarnecido, injuriado e cuspido; e, havendo-o açoitado, o matarão.Lucas 18:31-33
Afinal, os judeus naquela época estavam colocando toda a expectativa deles de sofrimento com um regime militar romano, em Jesus, e diziam que Ele seria o Rei dos Judeus. E quando estava para se cumprir toda humilhação, quando os soldados o prenderam, Pedro tomou da espada e cortou a orelha de Malco. Cuidemos de estarmos sensíveis ao Espírito, mais do que darmos ouvidos aos nossos interesses, pois Deus é também um Deus político e pode estar naquilo que para nós é escândalo! Com certeza podemos ter nossas convicções políticas, o que não podemos é colocá-las acima do nosso testemunho cristão.
Nesse momento de reflexão é mister questionar, quantos Pedros estão ainda armados com suas espadas para defenderem suas posições políticas? Quantos escolheram seus candidatos e estão dispostos a sacarem suas armas , com Jesus ao lado, mas esquecendo todos os seus ensinamentos?
Ovelhas não são animais de cabrestos, ovelhas precisam apenas dos pastos verdejantes, refrigério na alma, e somente a Palavra de Deus é alimento, o Espírito Santo é água refrescante. Elas precisam caminhar nos pastos verdejantes, precisamos ensiná-las a caminhar e não sermos as pernas delas. Mas a realidade é que a ovelha que não se adéqua ao estereótipo, essa sofre amargamente por não se sujeitar, os líderes têm ditado as normas e regras através de seus púlpitos, escolhem os seus candidatos, e ai daquela que não votar no seu candidato, essa é literalmente colocada na fogueira das bruxas de Salém.
Acautelai-vos pastores e líderes, acautelai-vos com o espírito de poder! Já vivi o suficiente para ver líderes atacando seriamente suas ovelhas que não seguem suas interpretações da Bíblia. Ninguém pode dizer que compreende ou sabe das coisas concernentes a Deus de forma absoluta, pois absoluto é somente o Senhor. O homem, ou mulher de Deus que diz o contrário, esse está se dobrando a baal, pois está adorando seus próprios umbigos, narcisistas radicais, absolutos e implacáveis.
Ai dos líderes que  adoram suas doutrinas pessoais e posicionamento político, isso é o que importa, a opinião; e ferem as ovelhas que não pensam como eles. Acautelai-vos do espírito de Babilônia!
Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o SENHOR.
Portanto assim diz o Senhor Deus de Israel, contra os pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes; eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor.”
Jeremias 23:1-2
E assim continuou o Espírito Santo aos meus ouvidos:
- Filha! Quando desci para destruir Sodoma e Gomorra ela estava cheirando mal ás minhas narinas! E o que Abraão fez? Ele intercedeu! Abraão não julgou ou condenou os maus, Ele tentou chamar a atenção para achar homens justos ali naquele lugar!
Hoje os líderes amaldiçoam, atacam as pessoas que estão no mundo e as ovelhas que não se adéquam aos seus pensamentos.
Os líderes mostram muito bem o que está escrito na bíblia, e com isso condenam á maldição ás pessoas que estão no mundo. A minha palavra é para salvar e não condenar! Condenam, mas não intercedem!
A visão de cada um é egocêntrica e não mais Cristocêntrica. E para expressar melhor o que entendi: Visões “eucêntricas”.

A imparcialidade no julgar é bom, mesmo que do outro lado estejas tu.

Filha! Cristo deve ser a convergência das visões! Quando um judeu se converte, suas diferenças com o muçulmano convergem através de Cristo para amar e orar por esse povo. E o mesmo acontece com o muçulmano. Quando estes se convertem, Cristo precisa ser a convergência de suas visões. Assim deve ser meu povo, fazer com que suas diferenças se convirjam em Cristo. E não determinar juízo usando a palavra, pois o juízo a Deus pertence!
Caso contrário dão lugar a um principado e potestade muito sutil e de muita astúcia, aos poucos ele vai contaminando o homem, e o homem não consegue mais agir com os que o afrontam com pensamentos e ideias diferentes das suas, não consegue agir mais de misericórdia, um espírito opressor! E uma vez que o homem é contaminado não age mais como um cristão, ou seja, um pequeno Cristo, imitadores Dele. Que nos ensinou a morrer na carne e viver no Espírito, nos esvaziarmos e sermos cheios Dele.
Mas agem como que estivessem acima de qualquer suspeita por estarem vivendo a lei, tropeçando na letra e deixando de buscar a vida do Espírito. Imaginam que sendo bons conhecedores da letra, estão justos diante de Deus,  não conseguem agir mais de misericórdia! Se esquecem que o maior dom e mais excelente e supremo é o amor. Imaginam que as pessoas que estão no mundo por pecadores que são, já estão condenadas ao fogo. Esquecem que Jesus nos ensinou que uma geração má e incrédula estará no nosso meio quando Ele enviou os seus discípulos aos de “casa” dizendo:
“E dizia-lhes: Na casa em que entrardes, ficai nela até partirdes dali.
E tantos quantos vos não receberem, nem vos ouvirem, saindo dali, sacudi o pó que estiver debaixo dos vossos pés, em testemunho contra eles. Em verdade vos digo que haverá mais tolerância no dia de juízo para Sodoma e Gomorra, do que para os daquela cidade.” Se Deus ainda terá tolerância para Sodoma e Gomorra entendo que alguns que viveram naqueles dias  podem julgar nossas atitudes hoje!  Quem tem ouvidos, ouça!”   Marcos 6:10-11
Eu passei alguns anos estudando a Bíblia e sendo doutrinada pelo Espírito Santo, mas demorei algum tempo a entender essa expressão em Eclesiastes que diz: “Melhor é o fim das coisas do que o princípio delas; melhor é o paciente de espírito do que o altivo de espírito.”  Eclesiastes 7:8
Eu não concordava com Deus! Eu dizia: - Senhor, o início das coisas é sempre melhor! A essência, a busca, a novidade!Mas hoje posso repartir esse pão com os que leem essas linhas, repartir a revelação do Espírito quando me doutrinou nessa passagem, Ele me mostrou que quando estamos no início de algum projeto, algum sonho de Deus em nossas vidas, temos a essência do novo, da esperança e da dependência no Espírito Santo, muitas coisas foram realizadas por causa dessa dependência Nele. Mas quando Deus determina que as coisas cheguem no seu fim, é porque muitas vezes no andar  do caminho, em algum momento na estrada, perdemos essa essência, ou dependência Nele.
Muitas vezes aquilo que começou puro, de coração sincero, e agradável a Deus, pode se transformar em algo alterado, deturpado, e se torna abominação. E por isso o fim das coisas se torna melhor do que o início.   O que dizer de um manancial de águas puras quando se torna corrupto?  Ouçam o que diz o Espírito!

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Nossas batalhas




Glória ao nosso Deus que nos transportou do império das trevas para o reino do filho do seu amor. E quando a Bíblia diz: transportou-nos para o reino é porque realmente Ele nos traz á luz o momento, tempos e estações em que vivemos. Dia desse eu estava junto a um grupo de oração, e o Espírito Santo e fogo foi derramado de maneira gloriosa, a presença do Espírito Santo em reuniões como essas é para renovar e fortalecer o espírito do homem e mulher de Deus. Mas quando Ele nos revela o profundo e escondido aí podemos observar se Ele peleja aquela causa ou não, ou Ele nos convence do pecado, da justiça e do juízo, e leva o homem ao arrependimento, ou Ele mostra que está naquela peleja.
E em certo momento orávamos em línguas, um pentecostes.No grupo havia três colunas, mulheres de intercessão, autoridade espiritual. Interessante que quando reúnem pessoas cheias do Espírito Santo, e com autoridade, estes não se sentem ameaçados de perder o destaque, de perder o domínio, visto que o domínio pertence somente a Jesus. Pois descobri que se um homem, ou mulher de Deus que sente ameaça de perder o domínio do grupo em que lidera, ou ministério, por ciúme ou pura obsessão de poder de influência, não sendo Deus esse homem, ou mulher, se torna então deus, pois passam a adorar o seu próprio ventre, seus umbigos, mesmo que de forma inconsciente competem com a honra e a glória de Deus. Devemos então ser cautelosos, vigiar os sentimentos e o coração, porque esse é desesperadamente corrupto.
Num certo momento em que todos estavam mesmo tomados pelo pentecostes de Deus, eu sentia o Espírito Santo gritando: multidões, multidões, multidões...
E sentia um exército formidável, com bandeiras, armaduras; algo tão impactante que só ao ver nos passava a certeza da vitória. Isso me transportou á aquela passagem: “E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.”  Apocalipse 6:2
Era um exército como a Bíblia diz com capitães de milhares, de cem, de cinquenta.
Divididos em unidades, organizações militares, mas de tão formidáveis passava a impressão de poder, de invencibilidade.
Vi também uma armadura escura, de um metal forjado, na verdade uma couraça e um capacete, impecáveis, sem defeito, algo também que ao contemplar, já nos inspira a força,  e o poder e a certeza de que esse exército é mais que vencedor.
Uma visão indescritível, que por mais que me esforçasse não poderia descrever com palavras, pois a linguagem do Espírito sobrepõe ás palavras, pois Ele mesmo imprime em nosso espírito, a visão, como Ele fez comigo naquela noite. Eu não consegui saber a que se referia essa batalha, se seria por mim, ou pelo grupo, ou pelo seu povo, todo o seu povo. Mas pude sentir que o Espírito ao gritar multidões, multidões, multidões, queria dizer que: “Ele é poderoso pra fazer, infinitamente mais do que pedimos ou pensamos, segundo o seu poder que opera em nós.”
 (Adap. Efésios 3 20)
“Multidões, multidões no vale da decisão; porque o dia do Senhor está perto, no vale da decisão.” Joel 3:14
E mais Ele me levava naquela passagem em que diz:
“E ele disse: Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.
E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.”  2 Reis 6:16-17

E as vezes o Senhor não nos revela o motivo da visão como foi dessa vez, mas uma coisa eu tive certeza, que precisava testemunhar dela, pois a palavra nos diz: “Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo.” 1 João 4:4

quarta-feira, 30 de abril de 2014

"...recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.” Romanos 8:15



Enquanto pessoas dentro das igrejas estão procurando pessoas perfeitas, Jesus está procurando verdadeiros adoradores.
Para trazer essa palavra para luz o porta voz do Senhor normalmente passa por provas de fogo, ele está longe de ser perfeito, mas como a palavra nos diz, não somos perfeitos, e Ele não está preocupado com nossa perfeição, mas está preocupado com o que flui no nosso coração, preocupado com nossa dependência Nele.
Como na história de Jacó quando fugia do seu irmão Esaú no deserto clamou ao Senhor que Ele fosse com ele na jornada que intentava fazer, deitou sua cabeça numa pedra. Na verdade ele repousou sua cabeça na rocha, na palavra e fidelidade de Deus, e teve um sonho, o sonho de Jacó foi assim: Ele viu os céus aberto e viu uma escada, os anjos subiam e desciam.
Enquanto íntimos do Espírito Santo Ele sempre nos coloca para meditar em sua palavra, e enquanto fazia coisas corriqueiras, passando por provas de fogo Ele numa singeleza, num fluir tranquilo de águas mansas, veio até o meu coração e me fez meditar que a visão de Jacó não foi ele subindo a escada, subindo degraus de sucesso, paz, ou outra benção qualquer; mas a visão de Jacó foi que ele via os anjos e subindo e descendo, subiam e desciam para servi-lo, para orientá-lo, para ministrarem em serviço a Jacó. Mas mais interessante é que essa visão de Jacó foi quando ele ainda tinha o nome de usurpador, ele acabara de usurpar o direito de primogenitura do seu irmão e fugia de medo do irmão, pois estava jurado de morte. E para quem conhece essa história, e já leu, sabe que depois Jacó passou por muitas lutas, provas de fogo, foi também enganado pelo sogro, este mudou seu salário por muitas vezes, o explorou, tudo isso serviu para Deus ir forjando o caráter de Jacó. Até que um dia Jacó lutou com o próprio Deus, e durante uma noite inteira. Nessa luta aí sim, o Senhor mudou o nome de Jacó para Israel e disse:pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens, e prevaleceste.   Gênesis 32:28
Na caminhada do deserto, muitos vão ainda alcançar o momento em que vão lutar com Deus, e este, se deleitando no valente guerreiro, que lutaste e prevaleceste  mesmo nas adversidades; este Deus justo e fiel que é Rei num reino chamado Misericórdia vai mudar o nome de muitos valentes de guerra. Este valente vai receber um novo nome, um nome que muda todas as circunstâncias, muda todo o panorama de vida do guerreiro. Ao invés de ter nome de usurpador terá nome de príncipe e princesa do reino sempiterno.
Assim como Maria Madalena que de pecadora alcançou um amor tão grande pelo seu Senhor, o amou muito, e esse amor fluiu tanto que mais do que o unguento no pote de alabastro, mais precioso que esse unguento foi a unção de amor que passou a habitar seu coração, e ela nos pés de Jesus quebrantou, quebrou seu coração como o pote de alabastro, e se derramou.
Derramou o fluir de amor, de gratidão, de fidelidade e subserviência ao Senhor.
E que todos que passam por perseguições, que enfrentam grandes batalhas com principados, potestades, rejeições no meio do corpo, da igreja, também possam  quebrar seus potes de alabastro, possam derramar o fluir de amor, o fluir de adoração, uma adoração extravagante pelo seu amado, o amado de nossa alma.
E que eu possa me derramar em adoração ao amado da minha alma, da nossa alma!
E como crianças no reino possamos clamar no Espírito, nos libertar do espírito de orfandade, de abandono, de rejeição e nos unir no Espírito de adoção e clamarmos Aba Pai! Porque não recebemos espírito de escravidão, mas recebemos um Espírito de libertação, de autoridade Nele.
“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.”  Romanos 8:15
Te amo Pai! Te amo Jesus! Te amo Espírito Santo! Seja muito bem vindo no nosso meio! Pois o Senhor continua buscando não pessoas perfeitas, mas verdadeiras em sua adoração! Aba Pai!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

A Vida como ela é,,,


Essa madrugada tive uma experiência com Deus muito interessante, eu orei e consultava o Senhor de qual é mesmo o propósito Dele na minha vida, e como num enigma eu sonhei que estava olhando de uma janela, via o bairro onde cresci, via que a casa onde morava foi indenizada pela prefeitura e passava por uma reforma muito profunda, importante e para melhor, muito melhor.
Enquanto olhava da janela, ouvia uma canção (Criaturas da Noite – Flávio Venturini) , uma canção que ouvi muito nas rodas de violão da família e amigos, e percebi que a canção falava de alguém que esperava por um viajante á noite e que esse viajante ansiava pelos raios de sol, pois isso significava a chegada.
Eu percebi que o Espírito de Deus me envolveu com uma riqueza cultural do povo mineiro, as cores de Minas,os sons de Minas; cresci desenvolvendo a sensibilidade própria dessas montanhas das bandas de cá. Que recebi toda uma bagagem das minhas origens. Um povo hospitaleiro, amigo, que vivem rodeados pelas montanhas, mas nem por isso ficam limitados pelas fronteiras, porque seus sonhos têm asas e os fazem voar.Então percebi que o Espírito Santo me dizia: Que essas origens passaram por uma reforma profunda, intensa, e para melhor; mas consigo reconhecê-las muito bem na minha vida e que agora viajo e vou para um destino determinado por Deus, ultrapassando fronteiras, mas nem por isso sem estar na janela contemplando essas ricas origens, com transformações, mas como um alicerce para o que vem pela frente.
Hoje percebo que pelo Espírito de Deus que me envolveu com laços de amor tenho sensibilidade para reconhecer meu começo,minhas origens, mas tenho com isso coragem para viver tudo que Ele nos dá de melhor, e humildade para reconhecer que tudo vem das mãos Dele, e coração grato para glorificar sempre o nome Dele.

 
 # bySilvane Viana